domingo, 21 de outubro de 2012

Esquecer-te-ei um dia!




Porque temos a sensação de que nunca esqueceremos o sentimento por uma pessoa. É estranho. Juramos que não mais falaremos, ouviremos e até pensaremos, mas de nada adianta, às vezes parece que até nossa mente não nos obedece.
Em algumas situações mantemos distância ficando muito tempo sem aproximação, mas quando toca o telefone e vemos aquele número, dá uma sensação de quentura no coração e suspiramos fundo. Na mente vêm duas colocações: que bom que está ligando e não posso/quero mais ter esse sentimento por ele/ela.
Os dias se vão, retomamos a rotina como se a pessoa tivesse ficado em todos os sentidos no passado, mas o telefone toca novamente e mais uma vez sentimos o frio na barriga que com o passar do tempo tornou-se uma brisa não mais um tornado, todavia a pergunta continua: porque ainda sinto isso se sei não ser o melhor pra mim, se desejo mais do que quer/pode me oferecer?
O conflito entre o racional e o sentimental é tormentoso.
Quando não temos contato com a pessoa fica mais fácil, mas parece que tudo nos leva a um encontro, mais dificultoso ainda torna-se quando independente do tempo decorrido, essa mesma pessoa continua tentando uma reaproximação.
Relacionamentos são sempre um aprendizado e com certeza podemos afirmar que em cada um deles temos uma lição, seja pelo amor ou pela dor.
O questionamento é sobre envolver-se novamente com uma pessoa significante do passado recente ou longínquo.
Na maioria das vezes terminou-se por magoas, discussões, falta de afinidade ou temperamento, personalidade e caráter bem distintos, pois do contrário seria presente.
Quanto à perseverança do passado em ser lembrado constantemente, tendo por ações ou omissões escolhido tácita ou verbalmente a ruptura do relacionamento, somente a nos cabe oportunizá-lo a responder, averiguando diante das situações se a energia entre ambos com os aprendizados das lições da vida tornou-os afins ou se a decisão do afastamento deve ser mantida.
Havendo também a possibilidade de nem sequer oportunizar uma reaproximação maior, seja por receio, pela não cicatrização das magoas do mesmo relacionamento ou simplesmente por acreditar não ser benéfico caminhar olhando pra traz.
São poucas as pessoas que em somente uma encarnação modificam-se, tomando atitudes distintas das que anteriormente levou ao termino da relação e infelizmente continuam não conseguindo praticar a valorização, respeito e amor em uma segunda oportunidade “tão imediata”.